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Artigo: OS QUE MORREM NA INFÂNCIA: SÃO TODOS SALVOS? UMA AVALIAÇÃO TEOLÓGICO-CONFESSIONAL REFORMADA (Volume IV)

Por João Alves dos Santos

Resumo

O futuro eterno dos que morrem na infância sempre foi motivo de preocupação para os pais, assim como de controvérsia para os teólogos. A preocupação dos pais se explica por razões afetivas e sentimentais, e a dos teólogos, pela escassez de informações bíblicas sobre o assunto. Um fato que impressiona, todavia, é a constatação de que um grande número de reconhecidos teólogos reformados que tratam do assunto, para não citar os de outras convicções, afastam-se da linha consistente e lógica que caracteriza o sistema de doutrina calvinista para enveredar, nesse ponto, pelos caminhos da especulação e de argumentos que são mais próprios da linha arminiana de pensamento. Teólogos como Charles Hodge, A.A. Hodge e J. Oliver Buswell, por exemplo, acreditam que todas as crianças que morrem na infância são salvas.1 A própria Igreja Presbiteriana do Norte dos Estados Unidos, no início do século XX, anexou à Confissão de Fé de Westminster uma declaração explicativa na qual, em referência ao capítulo X, seção 3 (que trata do modo de salvação dos eleitos que são incapazes de serem chamados pela vocação eficaz — a saber, os que morrem na infância e os mentalmente incapazes), afirma o seguinte: “... Em referência ao capítulo X, seção 3, da Confissão de Fé, não se deve pensar, por causa da linguagem ali empregada, que os que morrem na infância se percam. Cremos que todos esses estão incluídos na eleição da graça e são regenerados e salvos por Cristo, mediante o Espírito que opera quando, onde e como quer.”2 Nosso propósito é examinar a questão à luz da Bíblia e do raciocínio lógico, que caracteriza o sistema reformado de doutrina, para verificarmos se é legítimo acreditar que todas as pessoas que morrem na infância são salvas.

Palavras-chave

MORREM INFÂNCIA TODOS SALVOS AVALIAÇÃO TEOLÓGICO-CONFESSIONAL REFORMADA João Alves dos Santos

Sobre o autor

Bacharel em: Teologia pelo Seminário Presbiteriano Conservador (B.Th. 1963), em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru, SP (1969) e em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Prof. José A. Vieira de Machado, MG (1981). Mestre em: Divindade e em Teologia do AT pelo Faith Theological Seminary (M.Div., 1973 e Th.M., 1974) e em Teologia do Novo Testamento pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (Th.M., 1985). Foi professor de Grego e Exegese do Novo Testamento no Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição, desde sua fundação em 1980 até 2004, onde, desde 2005 continua lecionando Grego. Foi também professor de Grego e Exegese no Novo Testamento no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas (de 1980 a 1986) e o primeiro coordenador do CPAJ (1991). É ministro jubilado da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil e membro do corpo editorial da revista Fides Reformata. É casado com Elaíne e pai de três filhas: Aline, Anne e Louise.

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