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Artigo: NOVOS TEMPOS, VELHAS CRENÇAS: CRÍTICA DO NEO-PAGANISMO SOB UMA ÓTICA CRISTÃ (Volume III)

Por Ricardo Quadros Gouvêa

Resumo

Em 1925, o lendário pensador cristão inglês G. K. Chesterton (1) afirmou que, se não houvesse sido pelo surgimento e fortalecimento da igreja cristã, a Europa teria continuado pagã, a civilização ocidental não teria jamais existido na forma como a conhecemos, e, culturalmente, "a Europa seria hoje muito parecida com a Ásia." (2) Chesterton sugeriu ainda que, se o paganismo clássico houvesse se prolongado até hoje [no ocidente]... haveria ainda pitagóricos ensinando reencarnação, assim como ainda há hinduístas ensinando reencarnação na Ásia. Haveria ainda estóicos criando uma religião a partir da razão e da virtude, assim como ainda há confucionistas na Ásia criando uma religião a partir da razão e da virtude. Haveria ainda neo-platonistas estudando verdades transcendentes cujo sentido seria misterioso para as outras pessoas e disputado até mesmo entre eles, assim como ainda há budistas na Ásia estudando um transcendentalismo misterioso para os outros e disputado até mesmo entre eles. Haveria ainda apolonianos inteligentes aparentemente adorando o deus-sol mas explicando que na verdade eles adoram o princípio divino, assim como ainda há na Ásia zoroastrianos aparentemente adorando o sol mas explicando que estão adorando a divindade. Haveria ainda dionisíacos dançando selvagemente nas montanhas, assim como ainda há na Ásia derviches dançando selvagemente no deserto. Haveria ainda multidões indo às festas dos deuses... e haveria muitos deuses para serem adorados, como há na Ásia, ainda pagã... Haveria ainda sacrifícios humanos secretos a Moloque, assim como ainda há na Ásia sacrifícios humanos secretos à deusa Kali. Haveria ainda muita feitiçaria, e boa parte dessa feitiçaria seria magia negra. Haveria ainda muita admiração por Sêneca, e muita imitação de Nero, assim como na Ásia os elevados epigramas de Confúcio coexistiram com as torturas chinesas. (3) Talvez Chesterton nunca tenha chegado a perceber que suas palavras eram proféticas. A civilização ocidental há muito já caminhava a passos largos para um quadro impressionantemente semelhante ao pintado por ele, um quadro que hoje é a reprodução fiel da religiosidade moderna. O que Chesterton não previu foi que o chamado neopaganismo teria características muito piores que as do antigo paganismo — a cosmovisão religiosa da antigüidade que havia sido posta de lado com o surgimento da igreja e a conversão da Europa ao cristianismo. A casa foi varrida, mas, como nas palavras de Cristo relatadas por Mateus, o último estado tornou-se pior do que o primeiro (Mt 12.43-45).

Palavras-chave

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